terça-feira, 21 de outubro de 2014

It seems that happiness is just a thing called Joe...


Tendo sido dublada em "With a Song in my Heart" (pela voz da própria Jane Froman, que interpretava no filme), Susan Hayward foi finalmente permitida usar a sua própria em "I'll cry tomorrow" - apesar de não ser cantora e não ambicionar ser uma (como uma Meryl Streep ela encarou o desafio de "cantar" como mais uma ferramenta no seu trabalho de competentíssima atriz) - na trágica biografia da alcoólatra Lillian Roth baseada em sua própria auto-biografia, livro de extremo sucesso nos anos Cinquenta.

Susan mais uma vez nominada ao Oscar ficou mais uma vez sem ele... até 1958 quando o recebeu por "I want to live" (Quero viver), o que muitos consideraram um premio de consolação... Mesmo assim...


"Joe" é um desses momentos mágicos da sétima Arte: Mais do que bebada ela sobe ao palco e nos dá uma arrepiante "rendition" de "Joe", emoldurada por sua grave voz!
"Tomorrow" um dos meus filmes prediletos com ela.

O tema, muito delicado, até hoje ainda é, de certa forma tabú, mais pelo fato do alcóol ser uma droga que é aceita socialmente...
Coisa que aqui na Austria é assustante... quando se pensa que jovens pagam menos por um copo de vinho do que por um de Coca-Cola quando saem à noite...
Questionável...

Cortinas para Miss Hayward e para todo este magnífico talento!
P.S. Prestem extrema atenção nesta maravilhosa orquestra...

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Um dia de Outono: Dior, Toulouse Lautrec & Julliete Greco comigo...


Que dia ensolarado e glorioso de outono... Um céu brilhando de tão azul.
Um daqueles dias europeus em que as cores parecem estar mais definidas do que de costume.
Um daqueles dias que nos faz pensar: porque tenho que trabalhar hoje?

Tive que ir ao Centro hoje de manhã: depois de um “business breakfast” (fui jurado num concurso de publicidade), caminhei pelo centro da cidade e parando em frente de “Dior” no Graben tive que fotografar este vestido – uma obra de arte – uma obra solitária, acompanhada só de uma bolsa, numa linda e chique vitrine. Perfeita e “arejada” vitrine como toda boa vitrine que se preza.

Sim: menos é mais… definitivamente, sempre!


Entrando no Metro li que hoje foi aberta uma exposição de Toulouse-Lautrec no Museu de História Arte… entre as obras exibidas se encontram aqueles maravilhosos «retratos» de Yvette Gilbert – «A» Diseuse do final da século XIX que esteve várias vezes em Viena… - obras que nunca vi «ao vivo».


Chegando em casa fui cumprimentar minha mãe que assistia na TV trechos do Concerto de ontem de Juliette Greco, aqui em Viena…
Parei, me sentei, relaxei, "cheguei em casa" e curti Juliette. Ainda cantando e com mais de 80 anos…
e nos contando do "Ciel de Paris" e me fazendo lembrar do céu cheio de esplendor de hoje em Viena!


O dia concluiu seu ciclo e se fechou delicadamente.

A França literalmente iluminou meu dia hoje, insinuando-se para mim constantemente…
E parecia me chamar: penso que está na hora de voltar à Paris!

P.S. Hoje realmente coloquei um "óculos cor-de-rosa" para olhar para a vida...

sábado, 11 de outubro de 2014

Twiggy: sempre uma surpreendente e linda bonequinha... também de papel...


Twiggy transformou-se, com o passar dos anos, numa atriz, cantora, bailarina supreendente (um dia destes partilhei um video de „Pygmalion“ – ela no papel de Eliza Doolittle – com minha querida amiga Cristina Martinelli e ambos falaram este mesmo adjetivo: surpreendente!).


Mas nos seus primeiros anos, quando ainda era a musa da Bond Street ela não era mais nem menos do que um “cabide”.

Um excelente, por sinal!

Um que revolucionou completamente a moda e a estética mundial… e assim tornou-se a causadora desintencionada de casos de bulemia e anorexia, que tentam atingir "em termos de kilogramas" este visual que era completamente natural para Lesley Hornby (seu nome de solteira) e para seu metabolismo.

Nada supreendente que na época também foi uma “bonequinha de papel”… adoro estas memórias de papelarias... Ah, papelarias... merecem um dia uma "Tertúlia"...



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

George Harrison: Give me Love


Uma das minhas canções prediletas... eterna... do meu "Beatle" predileto...



Uma das minhas canções prediletas... já nos anos 70... e ainda até mais hoje... um hino pessoal...

Give me love
Give me love
Give me peace on earth
Give me light
Give me life
Keep me free from birth
Give me hope
Help me cope, with this heavy load
Trying to, touch and reach you with,
Heart and soul

Om m m m m m m m m m m m m m
M m m my lord . . .

Please take hold of my hand, that
I might understand you

Won't you please
Oh won't you

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Estas gracinhas... e o vestido de "Cinderelly"!


Existem tantas coisas que eu adoro rever no mundo do cinema...


Como, por exemplo, olhar para a beleza dos jovens Tyrone Power e Alain Delon, admirar o magnífico perfil de Norma Shearer, ouvir os maravilhosos melodiosos sons das vozes e sotaques de Deborah Kerr e Greer Garson, nadar nos tons verdes e sensuais dos olhos de Vivien Leigh (como Scarlett) e nos de Robert taylor (em “Quo Vadis?”), ouvir uma balada cantada pela magnífica Judy Garland, vibrar com a dança de Cyd Charisse, me emocionar com o talento de bailarina e atriz de Leslie Caron… e por aí vai a lista…

Estes são só alguns exemplos de momentos que nos marcam – e dos quais estas «Tertúlias» semanais existem… sem estes momentos marcados na minha, nas nossas memórias eu não poderia ter meu «Salão» para receber voces…


Hoje relembrei de um momentinho de animação que é uma glória escrita ao amor… os ratinhos costurando o vestido de sua querida «Cinderelly». Adoro estas coisinhas com “bichos” (um dia vamos tertuliar sobre os “bichos” de Beatrix Potter, OK?).


Voltei à infancia e me diverti tanto revendo esta ceninha… estas carinhas, estas vozinhas... todos bichinhos tão trabalhadores e esmerados... e que trabalho cinematográfico: d’uma época em que os 24 fotogramas por segundo ainda eram feitos a mao, sem auxílios de computarizacao…
que maravilha…